segunda-feira, 15 de julho de 2013

Tecnolove

FONTE: GOOGLE

Você já se encomodou com o fato da tecnologia estar tão presente nas nossas vidas que às vezes parece até invasivo demais? Você sente falta dos velhos tempos em que os relacionamentos eram mais ao vivo e a cores? Você está divido entre essas duas perspectivas? Então vai gostar do filme Robot and Frank. 

Frank é um cara de idade, que mora sozinho e é um tanto birrento. Sem ninguém por perto e com os filhos criados, ele vive num ócio.Pra falar a verdade, ele vive num chiqueiro. Frank não entende que a vida é curta pra viver o mesmo dia duas vezes. O relacionamento com os filhos é distante e frio. O filho o visita mas ele nem sabe se comunicar ou criar um laço com o ele.Sua saúde parece piorar e o filho, cansado de muitas tentativas frustradas,presenteia o pai com um robozinho.

No começo ele se sente invadido e até mesmo ofendido, mas com o passar do tempo aprende a gostar do bonitinho.Gosta tanto que já não sente mais a falta dos filhos, aliás agora apresenta um comportamento diferente: o carinho, a atenção e consideração dos dois filhos lhe traz desconforto.

Já não se importa se os filhos mantém contato com ele ou não. Seu amiguinho é o robô e com ele'Frank está aprendendo a ter gosto pelo seu passado que uma vez fora sombrio.[Não vou relatar aqui, vcs vão ter que assistir o filme].

Às vezes me pergunto se estamos nos tornando cada vez mais de presença virtual[de metade] ao redor das pessoas que amamos e de virtualidade real. Em uma das cenas onde o robô é desligado por um dos seus filhos, Frank se comporta como se fosse o fim do mundo. Não seria assim o que acontece quando o nosso telefone não pega, a internet dá problema? E se um ente querido deletasse a sua conta do fb?Parece que não nos sabemos nos relacionar sem essas pequenas ferramentas que podem virar muletas caso não tenhamos cuidado.

O tempo passa e Frank é saudoso do tempo em que seus filhos eram pequenos. Ele não entende que o filho já saiu da faculdade, tem uma família, porém nada faz para retomar os laços que foram perdidos ao longo dos anos.A filha roda o mundo e ele não consegue "ver graça" nos projetos  filantrópicos que ela faz.Como não sabe se comunicar, perde a paciência com os dois por pouca coisa.Tem pressa em falar mas não em entender. Quer ser entendido mas se comporta como se entendesse o que eles querem dizer com certas coisas.

O robô se torna mais importante porque Frank sabe que não pode "programar" seus filhos. Foi outra coisa que me saltou aos olhos.O mundo real às vezes dói e nos enchemos de muita tecnologia pois lá podemos criar um mundo paralelo, mas à medida que isso acontece, mais teremos problemas em agir "normal" diante das situações que nos pedem dialógo.

Você já notou que grande parte das pessoas hoje em dia já não sabe ter uma conversa olhando no olho? São muito ocupadas para isso?Já não sabem mais se expressar? Vejo isso muito presente nos adolescentes daqui e às vezes até nos adultos.

Até mesmo onde trabalho, possíveis candidatos cancelam entrevistas com colegas de trabalho através de torpedo ao invés de fazer uma simples ligação. Parece que a tecnologia favoreceu a falta de consideração e responsabilidade.Às vezes as coisas mais importantes se tornam também as mais fúteis, enquanto as mais fúteis passam a ocupar uma cadeia de importância muito maior. Valores são invertidos. 

Eu[contra gosto] tive que criar um fb por causa das coisas do trabalho. Tudo é atualizado de lá: workshops, sociais, mudanças, treinos.Ainda estou me adaptando à dualidade das pessoas por lá. Já rolou um quebra pau por parte de uma amiga que levou algo pro lado pessoal  que meu esposo disse no fb[criou um tb por causa da empresa]  que não tinha nada a ver com ela,mas ela  não fez questão de checar e sim falar tudo que pensa. Detalhe: a pessoa sabe onde eu moro e tem meu telefone. Custa ligar? Fiquei impressionada como tem gente que leva aquela rede à ferro e à fogo.Gente, eu devo ser alienígena mesmo! Como as pessoas levam uma ferramenta que dá margem para tanto desentedimento ou erro de interpretação à sério?

 O "um à um" dá lugar à maioria cuja a profundidade relacional é mínima. A vida virou uma vitrine. A vida virou um post do wall no facebook que é atualizado às vezes à cada hora, [embora a pessoa seja ocupada demais pra sentar e tomar um café com você].Todo mundo vê mas não comenta. Não tem problema, o importante é dá joinha, afinal aquela atualização já está desatualizada se comparada à enxurrada de novas atualizações que recebe-se na tela.O que eu tenho visto muito por lá? Carência, falta de domínio próprio e vergonha na cara.

Nesse filme, você será levado a refletir como o abuso das tecnologias podem levar as pessoas a perderem aquilo que está diante dos olhos dela.O bem mais precioso: os momentos [que jamais irão voltar] nos relacionamentos com as pessoas que amamos. 

De forma solta, alegre, divertida mas ainda assim profunda, Frank e o Robô vai fazer você se emocionar.Às vezes queremos tantas coisas que não são importantes que perdemos o foco do que é importante. Que esse obra prima cinematográfica[ na minha opinião] lhe faça resgastar aquilo que a tecnologia não pode lhe dar : tato, pele na pele, risos e muito amor. 

 O filme dublado você conferir na íntegra aqui.

9 comentários:

  1. Me interessei!
    Vivo me questionando sobre esse mundo virtualizado em que vivemos hoje, isso pq acabei de ficar 2 semanas sem celular.
    Beijos

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  2. Antes de tudo... ADOREI o novo visual do blog! :)

    Em relação ao Face... não tenho, não gosto, e não me faz falta nenhuma! E tmb não me sinto excluída do mundo por causa disto...

    E em relação a este filme...hummmm nunca assiti... é de 2012,né?! Já deve ter nas locadoras...vou alugar ;)

    Beijos!

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  3. Oi Gi.
    Obrigada pela dica do filme, vou dar uma olhada sim. Infelizmente o que você comentou é uma realidade triste. Muita gente se esquecendo de viver a vida de verdade, de se relacionar com outras pessoas, porque no virtual é bem mais fácil, comodo e do meu jeito. Eu não acredito em felicidade de facebook. Muita, mas muita coisa que acontece fica de fora, afinal, no mundo virtual eu posso ser quem eu quiser e pronto! Eu tento usar cada vez menos, e sim, se você não está no facebook... você é esquecido já que ninguém sabe mais usar um telefone ou email. Boa sorte pra você nesta selva chamada Facebook :-)

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  4. Olá, querida Gisley
    Infelizmente é uma dura realidade encontrada constantemente nas famílias hoje em dia...
    Fique sempre bem!!!
    Bjm de paz

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  5. Gi, já pensei em cancelar a minha conta no Fb mil vezes, mas ai sem FB parece que você fica ilhada :-(. Tenho a conta para manter contato com amigos e família, mas ó o que eu já vi de gente sem noção por lá... pra mim o fim é quando a esposa/marido ficam trocando msgs no FB sendo que eles podem se ver olho no olho todos os dias, mas acho que eles fazem isso tb por quererem mostrar para o mundo o quanto eles são felizes e realizados, acho isso o Ó se vc quer saber, rs... Recentemente tive que pedir para uma prima que eu não vejo já há mais de 15 anos que não compartilhasse as minhas fotos pessoais. Qual a razão de uma pessoa ficar compartilhando foto dos outros sem autorização? Fotos de paisagens, cidades eu nem ligo que compartilhem, mas fotos pessoais sim. No mais, concordo com tudo o que vc relatou. O FB está virando um território perigoso, rs... Bjsss

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  6. Verdade querida!
    A vida està sempre mais virtual... eu tenho sempre me ausentado mais e mais por isso, to tentando me desconectar de tantas coisas e viver o que è real, pois isso sim passa...
    To indo ver o filme... (se minha internet permitir :)
    Bjsss

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  7. O mundo esta conectado e acho ótimo, mas confesso que sinto falta de mais tempo para coisas que a internet não me deixa fazer,adorei a sugestão do filme.
    bjs

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  8. Se eu pudesse não usar o Face, não usaria. Ele causou tantas discórdias que se eu continuasse no tradicional, muita coisa seria evitada. Mas confesso que tb ele traz muitas coisas boas e, por morar fora do Brasil, é uma ótima ponte para manter a família e os amigos que ficaram, mais pertinho de mim.

    Kisu!

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  9. vou te dizer que nessa fase mãe ou futura mãe a net tem sido tudo na minha life, tenho tempo pros amigos, pra family e ainda organizo de forma mais eficiente tudo que preciso fazer antes do aby nascer e pro depois tb, mas claro sinto falta de vida social e contato físico nada como uma abraço :) bjs

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