quarta-feira, 7 de abril de 2010

Ria hoje, chore amanhã

Achei esse texto show! Vale para todos nós, quer sejamos pais, quer sejamos filhos.Tire um tempinho para ler e refletir nele.

  • Grande abraço,
  • Gisley.
  • Somos as primeiras gerações de pais decididos a não repetir com os filhos os erros de nossos progenitores. E com o esforço de abolir os abusos do passado, somos os pais mais dedicados e compreensivos, mas, por outro lado, os mais bobos e inseguros que já houve na história. O grave é que estamos lidando com crianças mais "espertas", ousadas, agressivas e poderosas do que nunca.



  • Parece que, em nossa tentativa de sermos os pais que queríamos ter, passamos de um extremo ao outro. Assim, somos a última geração de filhos que obedeceram a seus pais e a primeira geração de pais que obedecem a seus filhos. Os últimos que tiveram medo dos pais e os primeiros que temem os filhos. Os últimos que cresceram sob o mando dos pais e os primeiros que vivem sob o julgo dos filhos. E o que é pior, os últimos que respeitaram os pais e os primeiros que aceitam que os filhos lhes faltem com o respeito.


  • À medida que o permissível substituiu o autoritarismo, os termos das relações familiares mudaram de forma radical, para o bem e para o mal. Com efeito, antes se consideravam bons pais aqueles cujos filhos se comportavam bem, obedeciam as suas ordens e os tratavam com o devido respeito. E bons filhos, as crianças que eram formais e veneravam seus pais. Mas, à medida que as fronteiras hierárquicas entre nós e nossos filhos foram-se desvanecendo, hoje, os bons pais são aqueles que conseguem que seus filhos os amem, e, ainda que pouco, os respeitem.E são os filhos quem, agora, esperam respeito de seus pais, pretendendo de tal maneira que respeitem as suas idéias, seus gostos, suas preferências e sua forma de agir e viver. E, além disso, os patrocinem no que necessitarem para tal fim.



  • Quer dizer, os papéis se inverteram, e agora são os pais que têm de agradar a seus filhos para ganhá-los e não o inverso, como no passado. Isto explica o esforço que fazem hoje tantos pais e mães para serem os melhores amigos e "tudo dar" a seus filhos. Dizem que os extremos se atraem. Se o autoritarismo do passado encheu os filhos de medo de seus pais, a debilidade dos presente os preenche de medo e menosprezo ao nos ver tão débeis e perdidos como eles.

  • Os filhos precisam perceber que, durante a infância, estamos à frente de suas vidas, como líderes capazes de sujeitá-los quando não os podemos conter e de guiá-los enquanto não sabem para onde vão. Se o autoritarismo suplanta, o permissivismo sufoca. Apenas uma atitude firme e respeitosa lhes permitirá confiar em nossa idoneidade para governar suas vidas enquanto forem menores, porque vamos à frente liderando-os e não atrás, os carregando e rendidos à sua vontade.É assim que evitaremos o afogamento das novas gerações no descontrole e tédio no qual está afundando uma sociedade que parece ir à deriva, sem parâmetros nem destino.


Os limites abrigam o indivíduo, com amor ilimitado e profundo respeito.




Mônica Monasteiro (Madri - Espanha)

11 comentários:

  1. É mta verdade nesse texto viu Gisley? A geracão de hoje não é mais respeitadora como antes. É muita oracão e sabedoria para criar nossos filhos que de uma forma ou outra serão influenciados por esse mundão e cabe a nós mostrarmos a verdade.

    Misericórdia dessa nova raSSa humana. Me preocupa.
    Èxcelente texto.

    bjs

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  2. Criar filho hoje em dia é de fato muito difícil. O mundo ensina valores bem diferentes do que aprendemos. E esse é um desafio pra nós, futuros pais. Tentar colocar no mundo pessoas melhores.
    Beijão

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  3. Ei Gisley, gostei mt do texto.

    É preciso encontrar o meio termo mesmo. Nem mt autoritarismo, nem mt liberdade...Afinal as crianças precisam de exemplos, estão no período de formar seus ideais cada vez mais cedo.

    Deixá-las livres ao Deus dará sem nenhuma orientação não é tão bom como parece.

    Crianças de hoje, mais do que nunca, precisam de base forte para serem pessoas com mt personalidade no futuro. E acredito que a maior base disso, além da educação escolar, tb vem de dentro de casa.

    Amei! Mt oportuno o seu post!

    Bjs

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  4. Meninas,
    concordo com vcs.É necessário muito jogo de cintura, pq como a Karol bem colocou, a gente ensina uma coisa, mas a sociedade dita outra.
    Que procuremos o equilíbrio entre o ceder e o saudável não.
    Bjo a todas!

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  5. Adorei, achei bem verdadeiro.
    Obrigada pela dica do Caetano Veloso, depois vou mandar uma dele. Pior que norueguês não faz dessas, não se assustam se a gente não conhece um artista local, ai vem a galera do leste europeu babar ovo de russo, juro que não entendo. Mas adoro uma polêmica. Obrigada pela visita, você deixou o primeiro comentário do blog novo.
    Beijo

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  6. Conhecia esse texto e o acho muito lindo e faz pensar!beijos, linda noite!chica

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  7. Temos de ser em primeiro lugar pais e só depois amigos dos filhos, nunca o contrário. Os filhos precisam de alguém que lhes mostre o limites e que lhes exija respeito. Eu fui daquelas mães que na hora certa dei o estalo e na hora certa dei o mimo e ainda hoje em dia levanto a mão e ameaço, quando não me ouvem a bem ouvem a mal. Hoje em dia não é preciso bater, basta levantar a mão para lembrar quem manda aqui. Gostei do teu texto e faz realmente muita falta esta questão ser lembrada. Beijinhos.

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  8. Por alguma razao achei que vc havia escrito um post novo, mas não consigo acha-lo.

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  9. Gisley, amei o texto e ele fala realmente o que está acontecendo hoje em dia.
    O outro dia enquanto eu tentava repreender o Allan ele falou bem bravo, Mamy e Papi nao me obedecem, na hora achei engraçado mais nao ri na cara dele, logo expliquei pra ele que as coisas nao sao assim.
    Mais tenho que reconhecer que eu sou bem mole com o meu filho estou tentando mudar porque sei que o capitao do barco sou eu e meu marido, espero que consiga crialo como deve ser, sem ir a nenhum dos extremos.
    beijos

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  10. Tô cortando um doze com a minha filha de quase cinco anos.

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  11. nãn-nãn, o que eu pretendo msm é cometer os msm erros q meus pais cometeram comigo, quero eu ser a mãe, a q manda, a q domina, a q ensina, se eu for na psicologia de hj esse papel será invertido, vejo amigas sofrerem horrores por isso, quero pra mim e para meu filho essa modernidade não...só espero conseguir ensiná-lo metade do que aprendi.

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